sexta-feira, 10 de abril de 2009

A primeira Páscoa

Ora, o Senhor falou a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras, e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha: Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura. Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Êxodo 12:1 a 14).

A Páscoa é algo tão especial e forte, intoduzido pelo nosso Deus, que passou a marcar o calendário judaico como sendo o primeiro mês desse calendário.

Nissan (no hebraico "primeiros frutos") é o nome dado ao primeiro mês do calendário judaico religioso (sétimo mês do calendário civil), que se inicia com a primeira Lua nova da época da cevada madura em Israel. O nome Nissan tem origem babilônica: na Torá o nome do mês é Abib.

Nissan é um mês de 30 dias que marca o ínicio da primavera no hemisfério norte. Neste mês os judeus comemoram Pessach (14 de Nissan).

Todo o ritual estabelecido por Deus para a comemoração da Páscoa apontou para o Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo.

A Primeira Páscoa marca um novo tempo hoje em nossas vidas, pois ela acontece quando recebemos a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, apontando para o fato de sairmos da escravidão do Egito (pecado) e para a libertação da Terra Prometida (a nossa Salvação).

A SEGUNDA PÁSCOA

Também falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, no primeiro mês do segundo ano depois que saíram da terra do Egito, dizendo: No dia catorze deste mês, à tardinha, a seu tempo determinado, a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todas as suas ordenanças a celebrareis. Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa. Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado. Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa. Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, à tardinha, no deserto de Sinai; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel” (Números 9:1 a 5).

Fico imaginando que depois de sairem do Egito e começarem a andar pelo deserto, nem houve tempo para perceberem que tinham um mandamento perpétuo a ser cumprido, e a Bíblia registra assim essa segunda Páscoa, como sendo celebrada no segundo ano depois de que saíram da terra do Egito.

Precisamos estar sempre ligados às ordenanças de Deus, para nunca deixarmos de cumprí-las. Cumprir o que Deus manda sempre é motivo de bênção para as nossas vidas.

A PÁSCOA DEPOIS DO CATIVEIRO

E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês. Pois os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos estavam limpos. E imolaram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos. Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel; ...” (Esdras 6:19 a 21).

Depois de liberto, o povo de Deus, por causa do pecado, voltou à escravidão, agora na Babilônia.

Quando voltaram da Babilônia novamente na liberdade que Deus dá, eles foram orientados a celebrar a Páscoa de novo, para reafirmar que era livres em Deus e usufruir dessa liberdade protetora e comprometedora.

A PÁSCOA CUMPRIDA

Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado” (Mateus 26:2).

Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa? Respondeu ele: Ide à cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus discípulos. E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a páscoa” (Mateus 26:17 a 19).

Jesus veio ao mundo para cumprir em seu próprio corpo, em nosso favor, todo o ritual da Páscoa.

Ele nos deu um exemplo e assim devemos fazer nós também, comemorarmos a Páscoa com os nossos discípulos. É o que estamos fazendo hoje aqui.

A PÁSCOA DO AMOR INCONDICIONAL

Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1).

Toda a celebração da Páscoa fica sem o verdadeiro valor se não for praticada da maneira que Jesus fez: “Antes da festa da páscoa, ... havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. Páscoa implica em amar aqueles que são de Jesus que estão no mundo, amando-os até que o fim para o qual eles foram chamados, se cumpra na vida deles: Jesus, o Cordeiro Pascal ser o Salador único e verdadeiro.

A PÁSCOA DA PROTEÇÃO

Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse” (Hebreus 11:28).

A Páscoa sempre fala da proteção.

Para o povo de Deus que estava no Egito, sendo opromido e morto pelo Faraó, a proteção da ação do Anjo da Morte enviado por Deus era vista no reino do espírito pelo sangue do cordeiro aspergindo nos dois umbrais e na verga da porta.

Hoje devemos continuar a celebrar a Páscoa para que a proteção do nosso Deus esteja sobre nossas casas e sobre nossos primogênitos. O sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, derramado na cruz do Calvário deve ser clamado por nós, como único e suficiente para garantir a nossa proteção.

O destruidor não terá poder sobre os nossos primogênitos.

Amém!

Ap. Bertoni

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